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“AMIGOS DO ALHEIO”: Elevado número de furtos preocupa comerciantes de Araputanga

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FONTE

 A ação de bandidos que matou uma vaca recém-parida na madrugada de domingo, dia 05 de junho/16, roubando parte da carne de primeira, foi apenas mais um ato ousado de ladrões que não descansam, enquanto suas mentes criminosas não consumam o furto previamente planejado.

No comércio o desafio de impedir pequenos furtos é preocupação diária. Proprietários de estabelecimentos comerciais com suas equipes de comerciários estão atentos ao movimento de certos suspeitos que praticam repetidos furtos nas lojas e mercados da cidade.  Os suspeitos moram em Araputanga ou em cidades vizinhas, dizem os proprietários de comércio. Parte dos suspeitos está identificado.

QUEM SÃO

A reportagem da Folha fez levantamento e obteve a confirmação que os furtos são praticados por adolescentes, jovens, adultos, homens, mulheres e, até por idosos, que chegam nos comércios aparentando querer comprar algum produto, percorrem prateleiras e corredores, escolhem e, praticam furto, mesmo diante de câmeras que registram a movimentação dos clientes.

PERDAS

Ouvindo proprietários e gerentes comerciais a reportagem apurou que o furto clássico é o das sandálias (Rider, Havaianas, etc). Os ladrões surrupiam as sandálias novas e deixam no mostruário, os chinelos velhos, que minutos antes calcavam nos pés. 

Na cidade tem comerciante registrando até cinco pares de sandálias furtadas por semana no estabelecimento. 100% dos proprietários ouvidos no final da tarde de ontem (10), confirmaram, indignados, o grande número de furtos.

COMO ATUAM OS LADRÕES

A principal incidência de furto ocorre, principalmente, nos dias de maior movimento de clientes, ocasião em que ladrões agem com facilidade e saem com naturalidade de dentro do comércio, sem levantar suspeitas. Porém, mesmo nos dias de pouco movimento, o amigo do alheio percorre os corredores de comércios simulando ser um cliente que vai fazer compra.

O suspeito que aparentemente pesquisa por mercadorias nas prateleiras, na verdade busca por espaços pouco visualizados; é nesse ambiente que o ladrão retira do bolso uma sacola plástica com o nome de outro comércio concorrente e, coloca o produto escolhido que, ao passar furtivamente pelo caixa, sem realizar o pagamento, fica configurado o furto.  

Acredita-se que, a sacola com o nome do concorrente permite aos funcionários do estabelecimento imaginar que o “cliente” está com produto comprado anteriormente. Usando dessa artimanha, o ladrão chega no açougue de um supermercado, pede carne e passa pelo caixa sem pagar, saindo pela porta da frente, driblando a segurança. O crime só é descoberto quando a ação é rastreada nas câmeras de vigilância.

LADRÕES “NINJAS”, MESTRES DO DISFARCE

A reportagem ouviu relato de proprietários que tiveram produtos furtados, que beira o ilusionismo e até parece coisa de mágico; ignorando proprietários, funcionários e o sistema eletrônico de vigilância, determinado “esperto” retirou um botijão de gás e saiu sem pagar, outro furtou uma centena de lima KF. Alguém consegui furtar carne de primeira (picanha); tal sujeito passou pelo caixa como alguém que já tinha feito o pagamento e, foi embora.

Não é só gás, carne, lima KF ou sandálias/chinelos que somem das prateleiras. A lista de produtos que são furtados em supermercados é enorme: salame, carne, cosmético, ampola para cabelo, chinelos, bombom, bolacha, bebidas, pilhas, vodca, mamadeira, bico para mamadeira, etc.

IOGURTES E BANANAS

Uma pessoa muito descarada, bebeu iogurtes e escondeu as embalagens dentro de panelas, nas prateleiras; há aqueles que bancam de espertos e comem bananas, antes de pesar e sem passar no caixa. Se o suspeito é censurado responde ameaçando processar, até que o proprietário ameaça discar 190 para acalmar o folgado que desembolsa o valor do consumo indevido. Ouvimos inclusive o relato de que certo personagem foi flagrado atuando, na fracassada tentativa de furtar produtos do próprio estabelecimento em que trabalhara.

PEGOS EM FLAGRANTE

Um senhor encheu sacolas com diversos produtos do seu desejo e, partiu sem dar um centavo ao caixa. Ele foi abordado por representantes do comércio, para apresentar o ticket de pagamento e se viu obrigado a devolver tudo.

Outro caso incrível relatado à reportagem foi o de uma mulher, proprietária de área rural que também foi contida ao tentar levar os produtos sem fazer o pagamento no caixa. Talvez a maior surpresa tenha ocorrido para uma pessoa que levou o produto sem pagar e, quando voltou para fazer novas compras foi chamado para ver as imagens do furto que praticara e, obrigado a pagar tudo.

COMERCIANTES EM ALERTA

Há quem afirme que parou de  registrar Boletins de Ocorrência dos furtos junto à autoridade policial; o motivo alegado é a perda de tempo do comerciante, pois mesmo quando o acusado é detido, é surpreendente como o suspeito volta para as ruas, rapidamente.  Porém, se há desmotivação para registrar a ocorrência, os suspeitos estão sob severa vigilância e ao aparecerem nos comércios já estão rotulados como ladrões e, suas ações estão sendo monitoradas mais de perto.

COMO FICA

Se há algum culpado quando o suspeito ou acusado de furto retoma a liberdade, certamente não é a Polícia que cumpre sua função e prende os ladrões; também diferente do que pensa e diz o senso comum, a culpa não é da Justiça.  Ocorre que a Lei prevê: “se o criminoso é primário e, é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena de multa.